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Rock N' Roll Puro e Duro
O recinto não estava totalmente esgotado mas estava muito perto disso. E, observando a expressão de satisfação espelhada na cara de todos no final do concerto, era fácil perceber que ninguém deu o seu dinheiro por mal empregue. Com o novo Black Ice na bagagem, os AC/DC subiram a um palco gigantesco para provar que ainda conseguem transportar para estádio a energia crua de uma banda que actua em salas pequenas. 34 anos após o primeiro álbum, mantêm-se iguais a si próprios e isso ninguém pode negar. Durante aproximadamente 135 minutos não houve mudanças desnecessárias de instrumentos ou indumentária. O que houve foi uma enorme descarga de energia que contagiou todos os presentes. Às 21h40 em ponto, soam os acordes iniciais de «Rock N’ Roll Train», nos ecrãs, numa animação colorida, Angus Young e companheiros fogem de uma locomotiva descontrolada que acaba por «embater» na parte de trás do palco com grande estardalhaço. As luzes acendem-se e eis os heróis da noite, prontos a dar à plateia tudo o que ela espera deles. «Hell Ain’t a Bad Place To Be», «Back In Black» e «Big Jack» obrigam os poucos resistentes a levantar-se das cadeiras. «Shot Down In Flames» e «Thunderstruck» garantem uma plateia rendida. Mais de três décadas de palco fizeram dos AC/DC uma unidade incrivelmente bem oleada. Absolutamente nada falha. Um dos pontos altos da noite acontece durante a bluesy «The Jack», que, claro está, tem como protagonista o carismático Angus. O eléctrico guitarrista faz um striptease trapalhão, baixa os calções [exibindo uns boxers com o logótipo da banda]
e a plateia repleta de «corninhos iluminados» atinge o êxtase. Daí ao final do espectáculo tudo parece passar em poucos segundos, com os clássicos «Hells Bells», «Dog Eat Dog», «You Shook Me All Night Long» e «Whole Lotta Rosie» a cruzarem-se com as novidades «War Machine» e «Anything Goes». A apoteose estava reservada para a recta final. Primeiro «Let There Be Rock» numa épica versão de mais de 15 minutos que incluiu um longo solo de guitarra. E, já em encore, «Highway To Hell» e «For Those About To Rock», com petardos de «canhão» e pirotecnia, ponto final numa noite memorável. Possivelmente foram as duas horas mais emocionantes da minha vida.
Bem, não há muito a dizer sobre aquilo que acabei de ler. Só tenho a dizer que está qualquer coisa de surpreendente e sentido. Não sou fã dos AC/DC mas pelo que acabei de ler e pelo que já ouvi ficar deles é de notar que são os “maiores” (não fiques convencido).
ResponderEliminarUma banda como esta, com 36 anos de palco, que é capaz de fazer sentir tanta emoção e felicidade a um rapaz de 15 anos é obra. Já para não falar no “grande” e excêntrico Angus Young, o “Deus com cornos” do Diogo. Só eu vi a cara de contentamento dele no dia a seguir ao concerto, um sorriso tão grande tomava conta da cara dele.
Bem puto, continua assim, segue os teus ideais com essa convicção toda, admiro-te por isso.
Não pude estar presente em tal memorável concerto (infelizmente, por motivos de força maior :S) mas pelo que li, foi uma grande falha minha e enquanto estes reis forem vivos ainda vão receber uma visitinha minha, seja onde for :') esteja eu sozinha ou até mesmo à chuva, eles valem tudo o que qualquer um de nós possa dar :D
ResponderEliminarGrande Blog Diogooo «3